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Por Roni de Oliveira Franco
Os eventos esportivos que devem mexer com o País nesta década representarão um ganho para a economia, conforme já tem sido propagado tanto pelos agentes públicos como por especialistas na área. Mas para aproveitar esse crescimento será exigido das empresas uma atuação calcada em experiência nem sempre tão simples de se buscar.

O Brasil foi um dos poucos países que conseguiram conquistar a sede destes dois acontecimentos de forma consecutiva – Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016. Entretanto, será preciso termos pressa e atenção para atender as exigências demandadas por estas competições que possuem práticas bastante específicas.

Devemos inicialmente pensar os eventos esportivos como alavancadores de negócios. O imenso número de empresas e setores que estão envolvidos nestas iniciativas é único – desde o atendimento direto ao usuário até a realização da contabilidade.

No entanto, é preciso exigir desses potenciais provedores de serviços e produtos voltados para estes eventos garantias prévias de conhecimento para atender às demandas. É óbvio que teremos poucos agentes que alguma vez teve algum interfaceamento de atividade com a Copa do Mundo e/ou Jogos Olímpicos por se tratar de acontecimentos raros.

Mas nada impede de se exigir dos parceiros se, de alguma forma, estão preparados para tal atuação. Uma empresa de prestação de serviço administrativo e contábil, por exemplo, se disposta a disputar os negócios na área desses megaeventos, devem, no mínimo, terem entendimento dos trâmites a serem percorridos em processos de atividade nesse campo.

Mas como obter esse know how? Por meio de conhecimento e troca de informação com quem já realizou algo semelhante, seja no País de origem ou exterior. Ou ainda a busca intensa em conhecer o que se passou em atividades semelhantes.

A informação tornou-se modelo de conquista de mercado nestas últimas décadas. Mas não basta apenas saber o que a concorrência está fazendo, além da análise das tendências e perspectivas. No caso desses megaeventos programados de acontecer no Brasil, é preciso resgatar como foi feito lá trás, em edições anteriores, atualiza-las e propor algo que seja eficiente e inovador à época – ou seja, 2014 e 2016. Esse será o grande desafio das empresas que querem estar participando desses megaeventos – e lucrando com eles.

A oportunidade está aberta. Todos os setores econômicos terão vantagens direta ou indireta com a Copa e as Olimpíadas. O negócio é não perder tempo e pensar que este momento será especial para o País.

No entanto, é preciso incluir no plano de negócios ações específicas de conhecimento para tentar abocanhar os negócios trazidos pelos megaeventos esportivos. O que é regularmente já feito – mesmo que bem - não representa o diferencial exigido para atuar no mundo dos grandes eventos do esporte mundial.

Roni de Oliveira Franco é sócio da Trevisan Outsourcing e professor da Trevisan Escola de Negócios. E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

 
 

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